Um dos mais reconhecidos artistas brasileiros, Daniel Senise vai mostrar na galeria Nara Roesler Rio de Janeiro obras inéditas e produzidas recentemente. Os trabalhos atuais ganham novos processos e materiais, a partir da coleção do artista de capturas em tecido, feitas desde o início dos anos 2000, de chãos e paredes de locais arruinados, históricos ou de seus próprios ateliês. Recortando e colando com precisão pequenos pedaços desses panos, Daniel Senise reconstitui a imagem do lugar em que as capturas foram feitas, ou recria outros espaços, como salas, perspectivas e fachadas de museus e instituições de arte. No seu novo e espaçoso ateliê na Vila Buarque, em São Paulo, o artista começou a incorporar novos procedimentos, intervindo com outros materiais – tinta líquida, pó de ferro, betume, carvão – nos tecidos já impregnados com captura de paredes, provocando assim “imagens involuntárias”. Essas imagens são posteriormente inseridas em suas composições de espaços museológicos, e “aproximam as possibilidades de leituras dessas marcas a uma composição pictórica”. Daniel Senise comenta que na exposição “a presença desse espaço virtual varia de tela para tela”. “Em alguns momentos ele não está presente, e essa latência faz com que o conjunto de trabalhos crie um aspecto de instalação, pois se estendem ao espaço real da galeria”.  O texto crítico é de Luiz Armando Bagolin.

“Sem título (Bourse de Commerce – Pinault Collection)”, 2024

Nara Roesler tem o prazer de convidar para abertura, no dia 21 de agosto de 2025, às 18h, da exposição “Daniel Senise – Vivo confortavelmente no museu”, com obras inéditas e recentes do destacado artista, presente em prestigiosas coleções, como Stedelijk Museum Amsterdam; Cisneros Fontanals Art Foundation, Miami, Estados Unidos; Ludwig Museum, Colônia, Alemanha; Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro; Museu de Arte Contemporânea de Niterói (MAC-Niterói); e Museu de Arte de São Paulo (MASP). Um dos expoentes da chamada Geração 80, Daniel Senise é ativo no circuito da arte há quarenta anos, tanto no Brasil como no exterior, tendo participado das 18ª, 20ª, 24ª e 29ª edições da Bienal de São Paulo, Brasil (1985, 1989, 1998 e 2010); 44ª Biennale di Venezia, Itália (1990); 2ª Bienal de La Habana, Cuba (1986); 11ª Bienal de Cuenca, Equador (2011), entre outras importantes exposições coletivas. 

“Sem título 9” (2025)

O percurso da exposição começa com uma obra da série de trabalhos de museus que Daniel Senise vem fazendo: “Sem título (Raoul Dufy)”, 2025, com 1,25 metro por 2,30 metros, representando a sala curva do painel em homenagem à eletricidade de Raoul Dufy (1877–1953), no Museu de Arte da Cidade de Paris. Em frente está a obra “Sem título (MAM Rio)”, 2025, com dois metros de altura por 2,38 metros de comprimento. No mesmo piso estão duas telas “Sem título 3” (2025), com 1,23 metro por 78cm, e “Sem título 4” (2024), com 1,15 metro x 95 centímetros, em que as imagens provocadas são apresentadas sem uma contextualização de espaço. No segundo andar ocupa um lugar de destaque a obra “Sem título (Bourse de Commerce – Pinault Collection)”, 2024, com um metro de altura por 2,80 metros de comprimento onde uma captura de parede que o artista fez ocupa o lugar da pintura decorativa que representa cenas de comércio mundial, localizada na parte inferior da cúpula do prédio histórico em Paris. 

“Sem título 1” (2025)

O título Vivo confortavelmente no museu” é uma frase dita por um personagem do livro “A invenção de Morel”, de Bioy Casares (1914-1999) – um condenado à prisão perpétua, que chega a uma ilha, e chama de museu a construção abandonada em que mora. O texto crítico que acompanha a mostra é de Luiz Armando Bagolin

MUSEU DO FUTURO

Em seu texto, Luiz Armando Bagolin observa sobre os trabalhos de Daniel Senise que estarão na exposição:

“Suas telas funcionam como painéis de um museu do futuro, no qual veremos não mais as imagens canônicas, mas as suas ausências: o que restou delas após o tempo, o descaso, o colapso do olhar. E, ainda assim, essa ausência é habitada. Porque o que se vê, nessas superfícies preparadas como um palco da desaparição, não é o vazio, mas a memória da imagem enquanto forma de sobrevivência – como se a arte, mesmo depois de apagada, ainda deixasse uma poeira de sentido suspensa no ar.” Luiz Armando Bagolin

“Sem título” (2025)

“As obras recentes de Senise não se oferecem como enigmas a serem decifrados, mas como zonas de indeterminação onde a imagem já não se dá como presença plena, e sim como intervalo, ruído ou resíduo. Não há aqui um discurso fechado sobre o fim da pintura – há, antes, a sustentação poética de sua latência. O que se vê é o que ainda não chegou completamente a ser, mas que insiste em permanecer. Em tempos de saturação imagética, talvez seja esse o gesto mais radical: devolver à pintura o poder de ser lacuna, silêncio e espera.” Luiz Armando Bagolin

RAOUL DUFY NA BOURSE DE COMMERCE – PINAULT COLLECTION

Daniel Senise diz que escolheu mostrar, de seu trabalho atual, sobretudo obras “que tenham a ideia de uma obra em um espaço museológico”. “Obras que representam espaços com obras na parede. Isso é o principal”, destaca.

“Sem título”, 2025

A sala da Bourse de Commerce — Pinault Collection, em Paris, que abriga o monumental painel “O espírito da eletricidade” (1937), de Raoul Dufy (1877–1953), é reconstruída por Daniel Senise pelo seu processo meticuloso de colagens de pequenos panos com capturas de parede. A obra, com um metro de altura por 2,80 metros de comprimento, ocupará um lugar de destaque na exposição Vivo confortavelmente no museu”, na Nara Roesler Rio de Janeiro

“Então, lá (na Bourse de Commerce) e aqui tem uma grande pintura, não é? Eu tinha essa captura quase perdida. Faltavam muitos pedaços. Quando eu transfiro, algumas partes não vêm. E aqui ela ficou no lugar da pintura que está lá. Essas ‘janelinhas’ são panos. Cada uma é um pedaço de pano, colado cuidadosamente”, conta o artista. “Quando eu falo que é um espaço, você vê o espaço porque tem a profundidade, a superfície é muito presente por causa da textura, mas se você vê o espaço fica mais complexo. Este trabalho é a colagem dessas transferências de matéria para o pano que eu chamo de captura. Eu chamava de monotipia, mas não é. O trabalho tem uma transferência da matéria que estava na parede. É uma vez só.” —Daniel Senise

“CADA TACO É UM PANO DIFERENTE” 

O trabalho “Sem título” (2025) – monotipia de parede em tecido e pisos em tecido e médium acrílico sobre placa de alumínio – é um dos exemplos da ideia de “obras em espaços”. 

“Sem título 3” (2025)

“É uma colagem com pedacinhos de pano. Cada taco é um pano diferente”, detalha o artista. “Eu tenho uma estrutura e estou agindo em cima dela”, diz Daniel Senise.

Dispondo no chão o tecido já trabalhado com a captura, o artista joga em cima materiais como tinta líquida, pó de ferro, betume, carvão.

A imagem abstrata, que ele chama de mancha, “tem uma moldura que está no espaço, é uma tela na parede”. “Na verdade, essa é uma construção do mesmo jeito das outras que eu faço, só que depois eu fico transferindo matéria para essa superfície, colando, descolando”. Ele comenta que as manchas estão presentes em trabalhos seus dos anos 1980 e 1990. “Só que está contextualizado em um espaço que é construído da forma que é. Isso é mais ou menos o que está na exposição”. As manchas ganharam um protagonismo fruto de seu próprio processo de vivência no ateliê.“Pegar o pincel e sair pintando não rola para mim. Não é exatamente isso o que eu faço”, explica. 

“Sem título 4” (2024)

O COMEÇO DO NOVO PROCESSO

Daniel Senise conta que o trabalho “Sem título 1” (2024) – monotipia de parede em tecido, médium acrílico, carvão e pó de ferro sobre placa de alumínio, com dois metros de altura por1,5 metro de comprimento – “liga o que eu estou fazendo nesses últimas duas décadas” com a produção atual. “Essa pinturinha é uma parede, uma casa, e veio na captura”, descreve. “Aqui são vários procedimentos, que eu vou misturando”. “Acho que tudo começou com ela”. “Estou usando muita captura de parede agora”.

TEXTO CURATORIAL

Daniel Senise: capturas recentes, por Luiz Armando Bagolin

Num dos novos trabalhos de Daniel Senise, uma imagem nos confronta com uma superfície escurecida por camadas e camadas de matéria e tempo; nela o artista parece ter levado ao extremo seu método habitual de captura do acaso – o mesmo processo de impressão de resíduos, poeira, ferrugem, pigmentos e colas que, desde os anos 1990, vem acionando como um sistema de palimpsestos pictóricos. Aqui, no entanto, a mancha não apenas irrompe sobre a tela: ela se confunde com a própria parede onde a obra se insere, como se fosse o eco residual de uma pintura ausente, afundada em seu próprio suporte. É como se estivéssemos diante do negativo de uma imagem antiga – um afresco obliterado, uma parede marcada por ausências, pela erosão lenta da história – e, ao mesmo tempo, diante de uma advertência futura. Se é possível ver nela o espectro de outras imagens — uma silhueta desfigurada que poderia remeter a Goya, um recorte oblongo como uma ossatura picassiana, ou mesmo a rugosidade experimental de Polke —, o que essa obra realmente nos lança à face não é o passado da pintura, mas o tempo posterior à sua obliteração. Senise nos apresenta uma imagem que se comporta como uma ruína antecipada: não a evocação nostálgica do que a arte já foi, mas a projeção silenciosa do que ela se tornará. É o porvir da arte como vestígio, como camuflagem ou lembrança de algo que ainda nem aconteceu — e que talvez, quando for visto, já terá estado ali desde antes.

Outras obras recentes, como “Sem título (Bourse de Commerce)”, reafirma esse gesto de Senise de pensar a pintura como inscrição ausente, ou melhor, como imagem em estado de desaparecimento. Nela se apresentam superfícies que não almejam representar um objeto reconhecível, tampouco criar uma ilusão de espaço, pois se constituem, antes, como testemunhos materiais de lugares que foram, ou que poderiam ter sido, portadores de imagem. Ao colar seus suportes sobre muros, pisos, tetos ou imagens de fragmentos arquitetônicos, o artista recolhe não o índice direto de uma figura, mas o que resta de um contato, o que sobrevive do embate entre matéria e tempo. Há nelas algo de topográfico, como se fossem mapas desgastados, regiões pictóricas varridas por intempéries, restos de afrescos, papéis de parede esfolados, lacunas arqueológicas, zonas de inscrição corroídas. Não por acaso, algumas dessas obras evocam cartografias invertidas, como em “Sem título (MAM Rio)”, que parece mostrar um canto do espaço em ruína — lembra uma praia geológica da história da arte onde o mar já apagou o nome das imagens.

A paleta rebaixada, feita de tons de caliça, cinza-pedra, manchas ferruginosas e ocasionalmente brancos descorados, sustenta esse gesto de recuo e despojamento. Mas não se trata de uma pintura ascética ou silenciosa. Ao contrário: há nelas uma densidade visual que parece trabalhar em surdina, na expectativa de que o olhar se acostume à penumbra da superfície, ao ruído opaco dos vestígios, até que figuras surjam como quem emerge de um sonho interrompido. É o caso das obras onde silhuetas quase humanoides e desenhos desfeitos aparecem à maneira de um negativo ou de uma transposição mineral do gesto pictórico. São imagens que não gritam — apenas persistem. Imagens que, à maneira de certas paisagens de Claude Lorrain ou de ruínas de Hubert Robert, antecipam o que virá depois de tudo: não a devastação total, mas o que permanece mesmo quando não mais se vê.

Em “Sem título 8”, por exemplo, é possível perceber a reminiscência espectral de uma paisagem arborizada, quase um pastiche de Ruysdael ou Hobbema, mas como se vista através da fuligem depois de um incêndio. A moldura não a protege — ao contrário, ela delimita o campo de sua dissolução. 

Em outros casos, como em “Sem título 7”, o que resta é apenas o campo escuro, crepuscular, de onde nada ainda se formou por completo — o limiar da imagem, onde a representação não é abandonada, mas adiada. 

“Sem título (MAM Rio)”, 2025

Essas pinturas não nos oferecem uma visão — apenas um campo de expectativa, como uma cortina prestes a se abrir e revelar algo que talvez nunca chegue. É nesse ponto que a obra recente de Senise se articula com uma dimensão quase profética da imagem: ela se oferece ao presente como arqueologia do porvir. 

Suas telas funcionam como painéis de um museu do futuro, no qual veremos não mais as imagens canônicas, mas as suas ausências: o que restou delas após o tempo, o descaso, o colapso do olhar. E, ainda assim, essa ausência é habitada. Porque o que se vê, nessas superfícies preparadas como um palco da desaparição, não é o vazio, mas a memória da imagem enquanto forma de sobrevivência — como se a arte, mesmo depois de apagada, ainda deixasse uma poeira de sentido suspensa no ar.

Em “Sem título 1”, à primeira vista, vemos um quadro dentro de outro quadro: um retângulo escuro sobreposto a uma parede gasta, de textura fria e tom cinza, salpicada por vestígios decorativos no alto, como rendas desbotadas de um antigo friso. A mancha central – que se curva num arco escurecido – remete tanto à sombra de uma figura ausente quanto à imagem borrada, talvez, de um retrato destruído. Há algo de inquietante nesta aparição negativa: o que vemos é a silhueta do que não está mais ali. É como se o olhar atravessasse uma película de fuligem, tentando recompor uma imagem que se nega a retornar. Mais do que contemplar, o espectador é forçado a conjecturar: não sobre o que é, mas sobre o que foi ou poderia ter sido. 

Em “Sem título 2”, o suporte aparentemente mimetiza a parede de um antigo palacete italiano, com boiseries falsas e piso de parquet que evoca uma solenidade arquitetônica esvaziada. No centro, uma pintura escura, feita de matéria suja, revela fragmentos diagonais e retalhos em tons ocres, como se Goya ou um Degas sombrio tivessem sido destilados até alguma abstração informe. Aqui, Senise propõe um comentário sobre a permanência residual da imagem – não como elo vivo com a tradição, mas como memória fossilizada. O que permanece da história da pintura, nesta obra, é seu rumor indistinto, seu grito afogado, sua trama retorcida. Mais do que um palimpsesto, é um lamento estrutural da arte em face de sua condição futura: sobrevivente sem tempo.

Em “Sem título 6”, a pintura se inscreve como se fosse uma janela murada. A moldura arquitetônica em trompe-l’oeil, com colunas e parapeito, remete às molduras de capelas, nichos ou retábulos, agora vazios. O campo central, apagado e cru, sem imagem visível, se torna um espaço de suspensão: é o que resta quando a imagem já não pode mais ser inscrita. O trabalho evoca diretamente a pintura como janela – não para o mundo, mas para o esquecimento. A clareira branca, marcada por pequenas manchas e acúmulos de matéria, não se propõe como ícone, mas como intervalo entre a inscrição e a renúncia. 

Em “Sem título 9”, uma moldura preta delimita o espaço onde uma imagem, feita de cinzas e brancos calcários, tenta se recompor. Ao fundo, a parede verde com desenhos florais desbotados de papel de parede antigo confere à obra uma atmosfera doméstica, quase banal. A imagem central, entretanto, contém algo como uma silhueta ou objeto amassado: parece um peixe, um pacote, ou uma dobra de pano. Essa ambiguidade é reforçada pela textura granulada do lado esquerdo, que parece corroer a imagem como um vírus. A beleza da obra reside nessa suspensão entre a nostalgia do ornamento e a radicalidade da ruína.

As obras recentes de Senise não se oferecem como enigmas a serem decifrados, mas como zonas de indeterminação onde a imagem já não se dá como presença plena, e sim como intervalo, ruído ou resíduo. Não há aqui um discurso fechado sobre o fim da pintura — há, antes, a sustentação poética de sua latência. O que se vê é o que ainda não chegou completamente a ser, mas que insiste em permanecer. Em tempos de saturação imagética, talvez seja esse o gesto mais radical: devolver à pintura o poder de ser lacuna, silêncio e espera.

“Sem título (Raoul Dufy)”, 2025

SOBRE DANIEL SENISE

Daniel Senise nasceu em 1955, no Rio de Janeiro. Em 1980, se formou em engenharia civil pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, tendo ingressado na Escola de Artes Visuais do Parque Lage no ano seguinte, onde participou de cursos livres até 1983. Foi professor na mesma escola de 1985 a 1996. Um dos expoentes da chamada Geração 80, Daniel Senise desde o final da década de 1990 tem em sua prática artística o que pode ser descrito como “construção de imagens”. O processo começa com a impressão de superfícies – como pisos de madeira ou paredes de concreto – sobre tecidos, à maneira de monotipias. Esse material serve de base para suas obras, seja como área a ser trabalhada ou como fragmento a ser colado sobre outra imagem, frequentemente, fotográfica.Sua produção tem forte relação com o espaço, cujos restos são incorporados aos trabalhos, de modo que ele passa a ser apresentado não só como figuração, mas também como matéria exposta. Cerâmicas quebradas, barras de metal, pedaços de madeira, poeira, entre outros elementos encontrados, são fixados sobre as imagens, servindo como anteparos que dificultam com que ela seja vista e, ao mesmo tempo, ressaltam seu caráter de rastro. Cria-se um jogo entre a realidade da matéria e sua representação. Por outro lado, o tempo também se faz fundamental, sobrepondo cronologias, gestos e vivências, a partir das complexas relações entre a permanência e desaparecimento.

“Sem título 8” (2025)

Senise vem participando, há mais de 40 anos, de exposições no Brasil e no exterior, como as 18ª, 20ª, 24ª e 29ª edições da Bienal de São Paulo, Brasil (1985, 1989, 1998 e 2010); a 44ª Biennale di Venezia, Itália (1990); 2ª Bienal de La Habana, Cuba (1986); 11ª Bienal de Cuenca, Equador (2011) e “Luz   Matéria”, Museu Oscar Niemeyer, Curitiba (2017). Recentemente fez as individuais “Biógrafo”, no Museu de Arte Contemporanea da USP (2023), “Verônica”, na Nara Roesler (2022), em São Paulo; “Todos os santos”, no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo (2019); “Antes da palavra”, na Fundação Iberê Camargo (2019), em Porto Alegre; “Printed Matter”, na Galeria Nara Roesler (2017), em Nova York; “Quase aqui”, no Oi Futuro Flamengo (2015), no Rio de Janeiro; e “2892”, na Casa França-Brasil (2011), no Rio de Janeiro.

Daniel Senise morou no Rio de Janeiro até 1999, com muitas temporadas nos EUA, quando no final daquele ano estabeleceu seuateliê em Long Island, atéagosto de 2004, quando retornou ao Rio.  A partir de 2015, viveu entre Rio e São Paulo, até que transferiu seu ateliê para a capital paulistaem 2022. No ano passado, está em um novo ateliê, que ocupa dois andares de uma construção na Vila Buarque, em São Paulo.

“Sem título 6” (2025)

SOBRE NARA ROESLER 

Nara Roesler é uma das principais galerias de arte contemporânea do Brasil, representa artistas brasileiros e latino-americanos influentes da década de 1950, além de importantes artistas estabelecidos e em início de carreira que dialogam com as tendências inauguradas por essas figuras históricas. Fundada em 1989 por Nara Roesler, a galeria fomenta a inovação curatorial consistentemente, sempre mantendo os mais altos padrões de qualidade em suas produções artísticas. Para tanto, desenvolveu um programa de exposições seleto e rigoroso, em estreita colaboração com seus artistas; implantou e manteve o programa Roesler Hotel, uma plataforma de projetos curatoriais; e apoiou seus artistas continuamente, para além do espaço da galeria, trabalhando em parceria com instituições e curadores em exposições externas. A galeria duplicou seu espaço expositivo em São Paulo em 2012 e inaugurou novos espaços no Rio de Janeiro, em 2014, e em Nova York, em 2015, dando continuidade à sua missão de proporcionar a melhor plataforma possível para que seus artistas possam expor seus trabalhos.

“Sem título 7” (2025)

Serviço: Exposição “Daniel Senise – Vivo confortavelmente no museu”. Abertura: 21 de agosto de 2025, às 18h. Até: 11 de outubro de 2025. Entrada gratuita na Nara Roesler, Rua Redentor, 241, Ipanema, Rio de Janeiro, CEP 22421-030.

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